04 · Análise Técnica
Leitura técnica dos planos — conclusões preliminares
Síntese da discussão técnica sobre contribuições, perfil demográfico, saldos e movimentação, com base nos módulos Visão Geral, Estatística da População e Movimentação.
Nota. Estas são conclusões preliminares, ainda em construção, organizadas para leitura. Servem para orientar a discussão sobre a viabilidade de perfis de investimento e serão refinadas conforme avançarmos na validação dos dados com a Fundação.
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Fluxo de contribuição mensal
- O fluxo de contribuição dos participantes ativos ainda é elevado e é a principal entrada de recursos dos planos da Viva.
- Mesmo o Viva de Previdência e Pecúlio — plano bastante maduro e de idade avançada — mantém um volume alto de contribuições, o que indica que o plano é efetivamente valorizado pelos participantes.
- Esse ponto é relevante ao avaliar a oferta de perfis para esse plano, ainda que o grosso do saldo não seja destinado a renda programada — e que não seja possível, com os dados atuais, separar/identificar exatamente o saldo destinado à renda programada.
- Nos demais planos também há um percentual importante de contribuição (Viva Empresarial, Viva Federativo e Viva Futuro). Proporcionalmente ao seu tamanho, o Viva Futuro é o que mais cresce.
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Estatística da população — perfil demográfico
Quem são os participantes
- A grande maioria vem do Viva de Previdência e Pecúlio e também do ANAPARprev; idade média bem avançada e população majoritariamente feminina.
- O perfil de sexo, porém, varia muito entre os planos — com destaque para ASSORELprev e ANAPARprev; no caso do ASSORELprev, faz sentido pela característica do plano. Nos demais, a distribuição é mais equilibrada.
Distribuição por tipo de participante
- Majoritariamente ativos, apesar da idade avançada — reflexo principalmente do tipo de benefício pago no Viva Pecúlio e, em parte, da migração do ANAPARprev.
- Quando se retiram esses dois planos, observam-se populações mais jovens nos demais.
- A contribuição elevada está associada principalmente ao benefício por morte, com um contingente relevante ainda aguardando receber.
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Saldo médio e tipo de participante
- O saldo remanescente é o principal componente; os saldos médios — da ordem de R$ 450 mil — não são desprezíveis para quem de fato recebe benefício.
- No Viva Pecúlio, o saldo remanescente considera somente quem recebe renda programada — o pecúlio por morte entra uma única vez no plano.
- Por tipo de participante, todas as populações têm idade média mais avançada, com saldos médios não desprezíveis, em especial nos autopatrocinados; o BPD é mais irrelevante.
- Destaque: as contribuições mensais são bem baixas — a percepção de valor está mais ligada a benefícios acessórios (pecúlio por morte) do que à renda. Há um desafio relevante de transformar esse tipo de plano em algo que faça sentido, sobretudo para os ativos.
- Ainda assim, a contribuição média do ativo equivale a cerca de 5% do salário — não tão irrelevante. O salário médio dessa população é baixo e a maior parte é coberta pelo INSS, o que reforça o caráter de benefício acessório.
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Saldo e contribuição por faixa etária
- O saldo médio cresce com a idade, como esperado. A contribuição média acaba reduzindo (valores financeiros), e a partir de 55–60 anos boa parte da população para de contribuir.
- A análise por grupos de idade mostra contribuição mais elevada nas idades mais jovens, reforçando que a queda após os 60 está ligada ao momento de vida — e não à ausência de benefício agregado.
- A contribuição média fica sempre acima de 3% do salário, o que é bastante relevante.
- Ressalva importante: nos planos instituídos, o salário informado serve apenas para apuração do benefício — o participante não precisa declarar o salário correto. Como as contribuições são baixas, a maioria provavelmente declara salários baixos, o que faz o salário médio aparecer abaixo do esperado.
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Perfis dos participantes — dispersões
- A relação idade × saldo está mais ligada ao tipo de plano do que a um comportamento da população.
- Viva Pecúlio: saldos maiores, mas também idades mais avançadas.
- ANAPARprev: saldos elevados — provável fruto da migração para a Viva (carregaram saldos altos) —, ainda que seja o plano com maior volume de resgates (total e parcial); histórico distinto dos demais.
- Patrocinados: grande dispersão de salários e saldos, com uma massa de salários elevados (acima de R$ 20 mil) e contribuições relevantes. É a população que mais enxerga valor agregado; mesmo planos recentes já têm contribuições significativas — o que reforça que melhorar a estrutura de investimentos deve tornar os planos mais atrativos.
- Idade × contribuição e contribuição × salário seguem linhas de tendência bem definidas, com percentuais de contribuição variando conforme esperado.
- Salário × saldo: há dispersão (salários altos com saldos baixos), mas a maioria com salário acima de R$ 10 mil — faixa de maior percepção do benefício — apresenta saldos maiores, como esperado. Esse comportamento não é avaliável nos instituídos (sem formação de salário).
- Tempo de adesão × idade e idade × saldo: heterogeneidade muito maior. Exceto o ANAPARprev (de histórico mais tradicional), os demais têm saldos baixos independentemente da idade — é onde há mais espaço para melhorar a captação.
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Fluxos de movimentação
- O volume é elevado apenas nos planos onde isso é esperado.
- Há uma movimentação muito atípica no Viva Empresarial, consistente com o observado na matriz de saúde financeira (alto volume de resgates de contribuições).
Detalhamento completo do fluxo (saídas, entradas, portabilidades e matriz por plano) no módulo Movimentação. Esta seção será complementada conforme o fechamento da análise de movimentação.
Fontes de apoio: módulos Visão Geral, Estatística da População e Movimentação, base de participantes (fev/2026), balancetes (dez/2025) e pareceres atuariais (2025).